29 março 2011

Irmã.


 Tu foste o melhor que me aconteceu em tempos. Depois de tanta desilusão, alguma coisa de bom havia de acontecer, não é? Pelo menos é o que dizem... E eu percebi que iria ser diferente desta vez. Só tenho a agradecer por tudo, irmã. Sim, porque és como uma irmã para mim. Considero-te como tal. Conheço-te melhor do que aquilo que me conheço a mim, e tenho orgulho, porque vamos admitir: tu és super complicada. Mas eu tenho uma explicação para te compreender assim. Todas as minhas amigas, nenhuma delas via o mundo da perspectiva que tu o fazes, da mesma forma que eu. Talvez porque nunca passaram por metade do que passei. Só sei que confio em ti, como nunca pensei confiar em ninguém. Consigo dizer-te tudo. De uma maneira estranha, não tenho vergonha de te dizer nada. Não tenho vergonha de fazer nada na tua presença. Acho que é por isso que te chamo de irmã. Porque é isso que os irmãos sentem. Porque eu me preocupo mais contigo do que comigo. Porque se alguém te fizer mal, eu vou estar cá para sofrerem as consequências. Porque eu tomo conta de ti. Tu és a minha irmã, e digam o que disserem, não é um diferente apelido que o vai mudar.

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