Não acho que alguma vez me tenham partido o coração. Apenas o tornaram cada vez mais fraquinho. Sofri desilusões, mas acho que já provoquei algumas bem piores. Por isso, vou escrever sobre ti, pai. Foste tu quem mais me desiludiste. Arranhaste o meu coração tantas vezes, que ainda acho estranho não o teres arrancado do meu peito. Tenho vergonha de andar contigo, e cada vez que tentas ser outra pessoa ao pé de mim, mais atencioso ou preocupado comigo, acabas sempre por estragar tudo. Parece patético. Mas não te culpo. Simplesmente não consegues entrar na minha vida. Avariaram-te a cabeça de tal maneira, que agora não vez mais nada à frente. Já não pareces tu. Mas o problema também é meu. Fechei-me para ti. Tentei proteger-me a mim própria e distanciei-me. Acho que já não te consigo deixar entrar de novo. Esta protecção tornou-se crucial na minha vida. É o que me impede de fracassar à frente de toda a gente. Mas a culpa é minha. Deixei que me desiludisses e não falei enquanto era tempo. Agora, não há volta a dar. Mas eu ainda te amo. Sou sangue do teu sangue, e mesmo assim não ia suportar que partisses.

13 comentários:
Uau que bonito...
Lindo, gostei mesmo :')
Eu esse nunca vi :b
Só vi o Juntos ao Luar e adorei! Mas quando puder vou vê-lo sim :)
Nossa, que lindo, que profundo!
beijo!
obrigada Margarida :)
lamento pelo teu pai :\
Não perco não querida, sou uma louco por Nicholas Sparks :b
Como eu percebo. :)
amei o:
Oh, muito obrigada querida. Muito muito obrigada :D
Se me quiseres dar..:P
Quero sim querida, mas só se me quiseres dá-lo :b
Obrigada querida.Vou já publicar.:)
Obrigada pelo selinho :)
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