« Não faço ideia nenhuma do que sinto por ti, mas também não interessa, porque, para mim és duas pessoas e eu so gosto da segunda, deixo a primeira de lado e nem sequer penso nisso. (...) não é que desgoste da primeira, pelo contrário, até me é bastante agradável. és aquilo que achas que deves ser e é assim que te tornaste na pessoa que sempre imaginaste, mereces uma taça pelo esforço. (...) Mas eu gosto mais do teu outro eu: o das viagens inesperadas, doa quadros surpreendentes, dos ataques de tesão sem aviso prévio. Aquele que diz tudo o que pensa quando sabe que mais ninguém está a ouvir, o que arrisca, que experimenta, que vai mais longe e que não conhece os seus próprios limites. O ávido e perverso, que brinca com o fogo e com todas as coisas que lhe dão prazer. A tua segunda pessoa secreta que o mundo nem imagina que existe e que assenta na minha pele como uma luva. Se não fosse o teu corpo a falar por ti nunca te teria levado a sério. (...) Quando estás comigo és outra pessoa, talvez te sintas livre, talvez deixes de te olhar no espelho para saborear melhor o meu corpo, talvez estejas mais perto de ti do que quando constróis o teu personagem perfeito e o engomas à luz da realidade que criaste. (...) É tão bom viver assim, para quê mudar o que está bem? », margaridarebelopinto.
Este texto chamou-me a atenção.

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