23 julho 2010

Fatal.


É preciso teres uma grande lata. Chegas aqui, achas que é tudo teu e pensas que ninguém te contraría. Pois fica a saber que eu deixei de ser tua! Eu vou explicar-te porquê. Primeiro. Depois da maneira como brincaste comigo, deixaste de merecer o que é meu, e aquilo que eu te dou. Segundo. Eu pensava saber o que tu realmente eras, mas enganei-me. És um asno, e metes-me nojo. Terceiro. Eu amo-te, e isso não pode acontecer. Tu não mereces ser amado por ninguém. Devias mesmo achar que era só chegar aqui, querer, usar e deitar fora de novo! Esses tempos já lá vão à muito. Quando aqui chegaste, eu estive quase a ceder, quase te beijei, mas vi nos teus olhos que aquilo não era mais nada para ti. Só uma tarde bem passada. E afastei-me. Afastei-me a tempo de cair de novo nas tuas maravilhas e de te fazer as vontades. Não cedi, porque sei que se me beijasses, se eu te tocasse, iria tudo voltar ao ínicio. Ia atirar-me de cabeça de volta a ti e a tudo o que te representava. E eu não queria isso para mim, sabia que ia cair de novo, e desta vez seria pior, porque cada vez que me entrego a ti, quando te perco, ficas com um grande pedaço de mim em ti, e se pensares bem, de tantas vezes que eu já caí e me levantei, mas que me atirei de novo e de novo e de novo, esta provavelmente seria a queda fatal. Eu ia deixar de lutar pela vida e por mim própria. Porque mais importante que a minha vida, és tu. Por isso, não me procures de novo. Deixa-me ser livre.

1 comentário:

Anónimo disse...

compreendemo-nos taao bem (L)